Corpo de menino assassinado pelo pai no DF é localizado na Bahia

Gil Silva | 11:49:00 | 0 comentários

 O corpo de Bernardo da Silva Marques, de 1 ano e 11 meses assassinado pelo próprio pai, foi localizado na manhã desta sexta-feira(06) na cidade de Seabra na Bahia.


Segundo informações preliminares, o corpo foi localizado as margens da BR 242 que liga Brasília a Bahia, o corpo esta em avançado estado de decomposição.

Um grupo de policiais civis responsáveis pelas investigações juntamente com o delegado estão em deslocamento para a cidade baiana nesse momento.

RELEMBRE O CASO!

Frio a ponto de confessar ter matado o próprio filho por vingança, Paulo assustou até os investigadores mais experientes da PCDF. Aos policiais, relatou com tranquilidade e riqueza de detalhes as horas que antecederam o assassinato.

Dissimulado

Descrito por autoridades policiais, vizinhos e colegas de trabalho como “introspectivo”, “dissimulado” e “de poucas
palavras”, o funcionário do Metrô-DF tinha facilidade para esconder das outras pessoas com quem se relacionava até
mesmo os pormenores mais sórdidos da sua vida.
Paulo Osório foi capaz de ocultar o assassinato da própria mãe em 1992, do qual foi o autor. Apenas os
vizinhos da quadra sabiam da história, ocorrida na mesma residência onde a Polícia Civil acredita que
Bernardo tenha sido morto. Foi, inclusive, um morador da 712 Sul que revelou à mãe do bebê, Tatiana
da Silva, 30, o homicídio cometido pelo agente de estação do Metrô em 1992.

A mulher só soube do crime 17 anos após a absolvição do criminoso. Pelo assassinato da mãe, ficou 10
anos internado na ala psiquiátrica da Papuda. Na ocasião, ele tinha apenas 18 anos. Segundo a polícia, a
vítima foi surpreendida por Paulinho, como era chamado à época, assim que chegou em casa: o então
jovem esfaqueou e enforcou a mãe. Em seguida, queimou o corpo dela.

Solto em 2002, Osório voltou ao endereço onde cometeu o matricídio. Dividiu a casa da família com o pai, Paulo Jarbas, até fevereiro deste ano – quando o idoso morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Sozinho, o homem voltou a apresentar sinais dos transtornos psiquiátricos que o levaram à reabilitação, segundo os vizinhos. Chegou a se afastar do trabalho por licença médica.

Paulo Osório usava medicamentos controlados. Para insônia, tomava hemitartarato de zolpidem: remédio que ajuda pacientes com insônia adormecerem.
Aos investigadores da DRS, o homem afirmou ter dopado o pequeno Bernardo com o sonífero usado em
seu tratamento. A morte, conforme contou, teria sido provocada por uma superdosagem do medicamento.
Em seu relato à polícia, o homem disse ter diluído três comprimidos da substância no suco de uva que
deu ao filho.

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